quinta-feira, 27 de março de 2008
O não-desafio - 27/03/08
O Anônimo não se cansa, nem eu... - 27/03/08
Vamos lá:
hehehehe... mais um ataque do anônimo, mas tudo bem maestro vamos lá, o senhor gosta de uma conversa e eu também.
Com relação ao item 1. creio que concordamos, apesar de ser ruim para mim, caso coloque em prática as 4 horas diárias, diria que em meu humilde julgo, seria uma atitude coerente. quanto ao item 2. concordo com o que o senhor disse, mas ocorre maestro que nós (músicos) buscamos o mesmo objetivo dos estagiários, qual seja, o de graduar-se, mas utilizamos ou deveríamos utilizar de aptidões que temos no âmbito musical, para sustentar-mos nossos cursos, e quanto a sermos mandados por advogados, administradores ou professores, o nobre maestro cometeu um ledo engano, visto que seremos advogados, professores ou administradores, e quem continua como músico é o senhor, se é mandado ou não... bem... continuemos.
Hehe... quando falei sobre vocês serem mandados pelos outros eu estava falando apenas da sorte, não foi para ofender. Vocês possuem a sorte de ter talento para a música, mas os sem-talento-para-a-música podem dar mais certo na vida profissional, ou não. Quem sabe? Eu sou mandado também, de todo lado: na UCP eu sou 3º ou 4º escalão, e em casa sou mandado por uma advogada.
e fui obrigado a concordar quando diz que somos obrigados a utilizar deste talento, sim realmente devemos fazer o possível e o impossível para melhorar cada vez mais. quanto ao item 3. hehehe, cometi um deslize ao não atentar para o salário do maestro...hehehe, mas o senhor já possui o salário da UCP, e quanto a mencionar que a disputa pelas vagas seria apertada, não questionei sua técnica, se é que ela existe, mas que apenas suas ações podem ser revertidas a tí. e quanto ao seu currículum não cabe a mim analisá-lo, até por que o verdadeiro músico é testado na prática, mas devo congratulá-lo por ter um tão extenso grau de formação musical, espero um dia poder alcançar tais títulos e ser recompensados por eles...hehehe.
Ôpa! Quando apresentei minhas credenciais acadêmicas e práticas não foi para me impor ou exibir, desculpe. A idéia foi só dizer que estaria preparado se houvesse alguma competição. Meus colegas maestros também, ou não seriam maestros aqui em Petrópolis.
Maestro é sempre um prazer conversar com o senhor, perdoe-me se utilizei de palavras ásperas, mas se assim as entender, perdoe-me novamente.
PS: vê se não fica muito nervosinho hoje no ensaio hahahaha
Foi um prazer conversar com você também. Não achei nada áspero, mas bem-humorado. E como já disse a outros não-anônimos, não me nego a responder nada sobre esses assuntos profissionais.
Continue escrevendo e questionando.
Obrigado.
Coração tranqüilo - 27/03/08
O Anônimo ataca novamente... - 27/03/2008
(1) bem quanto a jornada de trabalho de 4 horas seria uma boa solução, mas e quanto as apresentações? seria deduziada a carga horária da jornada de trabalho? pois os outros estagiários, não tem que acordar domingo de manhã cedo para ir a uma missa, ou tão pouco ir a uma apresentação domingo no horário dos melhores jogos..hehehe enfim, estas 4 horas deveriam ser deduzidas das horas de apresentação. (2) Outro fato é que os estagiários fazem um trabalho robótico, protocolar, não precisam ter habilitação específica em nada, tal qal saber tocar um instrumento, ou saber cantar, enfim não se pode comparar o trabalho de um estagiário de escritório, com o trabalho de um aprendiz musical.
(3) com relação a trocar a bolsa por salário, esperando que ocorreria fila para fazer prova com certeza isso iria acontecer, pois seria um salário de quase R$ 800,00 o que realmente seria um salário considerável, mas surge outra situação, e o maestro, será que não haveria prova para o maestro também? ele é profissional? ou será que teriamos Lischtz, Paulo Afonsos e Vizanes fazendo prova... hehehehe pense nisso psicótico.
Ainda a psicose - 27/03/2008
Eu consigo imaginar outra solução, que não me desagrada inteiramente: exigir de vocês o que é exigido dos outros estagiários da UCP, por exemplo. Eles trabalham 4 horas por dia para ter a mesma bolsa que vocês. Podíamos fazer a mesma coisa. Daria para fazer bastante técnica vocal e instrumental, solfejo, teoria, harmonia, expressão corporal... além de ensaiar, é claro.
Poderia também pedir à UCP que, ao invés de bolsas, ela pagasse em dinheiro. Acho que ia ter uma fila de profissionais na porta. Aí, "Se tiverdes em conta nossas iniqüidades, Senhor, quem poderá subsistir diante de vós?" (Sl 129 - na Bíblia Católica, 130 na dos evangélicos).
Anônimo comentou a FAQ - 26/03/2008
ANÔNIMO COMENTOU A FAQ:
"Com relação ao item 7 sinceramente acredito que o Gastão quer tentar que o Coral e a Orquestra se tornem profissionais e isso lá nunca serão. Sabe porque? Porque uns amam a música e se interessam pelos estudos mas não ao ponto de tornar isso prioridade em suas vidas já que não fazem faculdade nem curso técnico de música. Infelizmente esta é a realidade e o Gastão precisa entender que os músicos que componhem o coral e a orquestra dão o sangue (salvo algumas restrições é claro) além de terem que dar conta da faculdade, do trabalho e estágios que são obrigados a fazer para concluirem a faculdade que escolheram sem a certeza de que estarão empregados assim que se formarem.. não ´para serem músicos profissionais e atuantes mas para serem fisioterapeutas, psicólogos, professores, advogados...
O Gastão precisa tomar cuidado por que isso vira psicose."
Comento o comentário:
Anônimo repetiu a Questão 7 com outras palavras. Vou repetir a resposta com outras palavras: tirando a psicose, ele tem razão. Os componentes do coral e da orquestra têm outros interesses além da música. Eu também. Mas... o interesse do coral da orquestra é ter os melhores cantores e músicos que eu puder encontrar ou formar. Para isso, eu preciso ser exigente na cobrança e, ao mesmo tempo, valorizar aqueles que mais se aproximam deste ideal. Eu poderia dar medalhas de honra ao mérito, mas acho que uma bolsa de estudos mais polpuda pode falar mais alto. Isso valoriza não apenas o desempenho musical do bolsista, mas também seu desempenho acadêmico. Me parece a solução mais justa.
O interesse do coral e da orquestra é ter músicos e cantores de nível profissional. Posso pagar até 4 créditos. Quem se habilita?
quarta-feira, 26 de março de 2008
FAQ (continuação) - 26/03/2008
5 – Quem é o(a) líder do naipe X?
A questão do "líder de naipe" é algo que merece alguma reflexão. Evidentemente, a pessoa que aprende rápido e canta com firmeza acaba guiando o naipe, mesmo que não seja um líder no sentido mais elevado. Líder de verdade é aquele que além de guiar o naipe, ainda ajuda os outros, corrige e ensina, com bondade, sem arrogância. Esse é o processo natural que faz com que a pessoa tenha o respeito dos colegas, que passam a aceitar naturalmente a sua autoridade. É o que o Venilton conseguiu.
Será que é possível cultivar alguém para esse posto? É possível fazer isso? Sim, acho que o maestro pode CULTIVAR outros líderes, embora não possa CRIÁ-LOS.E como se cultiva um líder? Inicialmente, fazendo isto que estou fazendo: ensinando quais são suas qualidades. E depois? Depois depende do aspirante a líder. É ele que tem que cultivar as virtudes que angariam o respeito dos colegas. Da maneira como eu vejo, liderar é aprender as virtudes e exercê-las com sabedoria. Não é o tipo de coisa que aconteça do dia para a noite.
6 – De novo o MIDI: o midi estava muito rápido. As pessoas não conseguiam ouvir as notas direito, de tão rápidas que elas estavam. Quando se aprende uma peça mais rápida deve-se fazer devagar (se a colcheia vale 1/2 tempo, podemos estudar como se ela valesse 1 tempo, por ex.) e ir acelerando aos poucos. O que é que eu faço?
Isso é relativamente fácil de resolver, gravando os midis em andamentos mais lentos. Só precisam me avisar do problema. A questão de mudar os andamentos do midis também é fácil, usando os programas apropriados, inclusive alguns gratuitos.
7 - Alguns cantores estão fazendo até mais do que o possível. Tem gente que trabalha, vai pro coral, do coral pra faculdade e chega em casa lá pelas 11hs da noite ou mais. Nem todos respiram música como você. Muitos tem como prioridade a faculdade, mas não deixam de gostar do coral. Nem todos têm paixão pelos estudos de música, e fazem somente o necessário (ou não) para manterem a sua bolsa. Você não acha que está “pegando pesado” demais com o pessoal?
Já andei me perguntando isso e concluí que não. Volto a insistir que quero ser justo. Não posso colocar força demais nem de menos, mas isso exige que eu vá me ajustando, eventualmente cometendo erros e corrigindo-os. Mas sei também que, se continuasse com estava, estaria errando por falta de ação, não ajudando o a coro avançar.
Entendo que muitos cantores têm muitos compromissos e uma carga de trabalho considerável, mas isso, sem desrespeito nenhum, é problema de cada um. Se eu tenho muitos compromissos e tenho que me virar para dar conta, é problema meu. Dou um exemplo pessoal: comecei a fazer uma matéria do mestrado
Quem pode se dedicar mais terá melhores resultados e uma bolsa melhor. Quem quer ganhar dos dois lados, vai acabar prejudicado de um deles. Isso é questão de escolha pessoal. Cada um que escolha suas prioridades.
8 – Você tem alguma coisa contra o cantor (ou a cantora ) X?
Não tenho nada contra ninguém, pessoalmente. Profissionalmente, porém, a conversa é outra. É natural que eu, como qualquer um, tenha mais simpatia por umas pessoas que por outras, mas quem me conhece sabe que algumas das pessoas por quem tenho maior simpatia também tiveram notas baixas.
terça-feira, 25 de março de 2008
FAQ - 25/03/2008
Perguntas e comentários dirigidos a mim, com minhas respostas em vermelho:
1 - Você deu coisas no modelo de prova de solfejo que não deu nos cursos. Mais especificamente, a parte de ritmo está de acordo com o que deu, mas a parte de solfejo não. Têm armadura de clave, coisa que eles não viram nas aulas de solfejo.
Sim. Há coisas no modelo de prova que eu não ensinei no curso, mas há pessoas no coro que já estudaram essas coisas. O objetivo não é apenas forçar as pessoas a procurarem o conhecimento fora do coral, mas descobrir quem já sabe essas coisas. Naturalmente, quem sabe solfejar uma partitura com armaduras de clave e alterações possuei um conhecimento que as situa acima das outras. Preciso descobrir quem realmente conhece essas coisas e quem apenas parece que sabe.
2 - Os arquivos midi produzem um resultado mais rápido, mas acho que aprisionam o sujeito. É assim como você tocar o tecladinho sempre que for passar as partes com os cantores. Todos têm uma boa audição, então vão atrás do teclado. Mas, e se pedir para cantarem sozinhos, como no caso de um teste? ELES NÃO CONSEGUEM!! Mas por que isso acontece? Por que eles não conseguem cantar sozinhos? POR QUE NÃO TEM NENHUM COLEGA, NENHUM MIDI, NENHUM PIANO PARA OS ACOMPANHAREM!!! ELES ESTÃO ACOSTUMADOS A CANTAR COM UMA MULETA POR PERTO!! TIRE AS MULETAS E ELES CAEM!
Sobre isso, eu tendo a não concordar. Usar o midi ou o teclado como muleta é a mesma coisa que usar outro cantor como muleta. Não é a ferramente que estraga os cantores, é o mau uso, ou o uso incorreto e ineficiente. O MIDI é uma ferramenta para aprender as notas quando não há um tecladista ou cantor por perto. É uma ferramenta que o cantor pode usar sozinho e no horário que for mais conveniente, caso não consiga aprender a sua parte no ensaio. Usar o midi não é invenção minha. Acho que há um consenso entre os maestros de coros amadores que ele é útil neste sentido, e não só no Brasil. Nos grupos de discussão internacionais que há na internet isso fica muito claro. Todo mundo faz isso. Há sites dedicados a distribuir midis para facilitar o estudo dos cantores.
O ideal, do melhor para o pior, é:
a) aprender a solfejar;
b) aprender a melodia nos ensaios;
c) pedir ajuda a alguém fora do ensaio, coisa que nem sempre irá conseguir.
d) usar o midi para aprender as notas e o ritmo.
Mas é evidente também que o cantor deve ser capaz de cantar a melodia sozinho. E isso ele só vai conseguir... cantando sozinho...
3 - Então, como é que faço para usar o midi?
Coloque o midi para tocar e ouça até enjoar, acompanhando a partitura. Quando achar que já sabe a peça, tente cantar sozinho (com a partitura, é claro). Vai descobrir partes que ainda não memorizou direito. Repita essas partes. Tente sozinho novamente. Ainda tem algo que não sabe direito? Repita. Tente sozinho. Repita...
4 - O naipe X está com o timbre muito desigual. As vozes mais claras aparecem mais do que as escuras, e por isso há uma briga de vozes; não soam como um todo!!
Uma coisa que acredito é que, mais importante do que a cor das vozes do coro, é todos estarem cantando com a mesma cor. Acho que repertórios diferentes exigem cores diferentes, mas a unidade ainda é mais importante do que isso. Então, vamos voltar ao assunto...
A princípio, estou deixando esse problema para o Venilton, já que ele está tratando da técnica vocal, mas nunca é demais insistir sobre os diferentes níveis de qualidade vocal dos coros.
- Nível elementar ninguém se preocupa com o timbre. Cada um canta com sua corzinha natural e desempostada.
- Nível básico os cantores aprendem o mínimo de impostação, mas cada um canta com a sua.
- Nível seguinte (hehe...) os cantores começam a tentar igualar as suas vozes com a dos outros cantores do naipe.
- Nível legalzinho os naipes começam a igualar seus timbres para formar um coro.
- Nível maneiro os naipes começam a regular os timbres e intensidades para formar uma unidade.
- Nível chocante o coro muda de cor conforme o repertório, sem nunca perder a unidade.
- Nível divino o coro é chocante, sinistro, %%#@&*#%, e os sopranos não têm ciúmes umas das outras....hehe. Pelo menos essa parte nós já conseguimos.
Péssimos ensaios, péssimos testes - 24/03/2008
A semana passada (
ORQUESTRA
A partir de agora vou aplicar na orquestra o mesmo plano de bolsas que estou desenvolvendo para o coral. O tempo em que eles podiam ir levando a vida como estudantes de alguma faculdade que tocam algum instrumento para ir ganhando uma bolsa de estudos acabou. O foco agora é outro. Eles tem que ser ESTUDANTES E INSTRUMENTISTAS. No mínimo eles tem que ser amadores no melhor sentido. Temos diversos componentes que são assim. Só estes sobreviverão.
Depois de ouvirem isso, eles resolveram estudar. O ensaio seguinte já foi melhor, mas as melhoras consistentes só acontecem depois de algum tempo de dedicação. Vamos aguardar. E vigiar, enquanto isso.
CORAL
Tivemos um ensaio tão ruim do Versus 1. que marquei um teste para o dia seguinte. Queria ver quem estava sabendo a música de verdade. Fiz quartetos com todos os bolsistas e ainda alguns calouros que se ofereceram. Um terror. Apenas um terço dos cantores acertou 100% das notas.
Alguns se sentiram injustiçados pelas notas que dei. Em alguns dos quartetos havia tanta coisa errada acontecendo simultaneamente que posso mesmo ter atribuído os erros às pessoas erradas. Paciência. Erro maior seria não ter feito o teste. Às vezes é preciso bater de frente com o erro para reconhecê-lo. Funcionou para mim. Espero que sirva para conscientizar quem realmente foi mal.
Assim como aconteceu com a orquestra, o ensaio seguinte já foi melhor. Da mesma forma, é preciso aguardar.
NO FIM DAS CONTAS...
Eu sei que tem gente que está se esforçando, e muito, e eu reconheço o valor deste esforço, mas ele frutifica em ritmos diferentes nas diferentes pessoas. Tem gente que eu tenho certeza que estudou para a prova e que provavelmente sabia a música, mas ficou nervosa e acabou "dando um branco". Creio que algumas formiguinhas operárias irão cantar muito bem, mas precisam de mais experiência.
Como já disse no fim de um ensaio: uma coisa é a pessoa ter cantado bem em UM teste. Outra coisa é ela cantar bem ou mal em TODOS os testes. E outra coisa é ela IR MELHORANDO em todos os testes. Ir bem em um único teste vale pouco. Lembrem-se de que estou pensando no longo prazo.
Lembrem-se e estudem.
sábado, 15 de março de 2008
A cigarra e a formiga - 14/03/2008
TESTE PARA NOVATOS
Será que estou muito exigente? De 13 passaram uns 3. Cansei de gente medrosa querendo bolsa de estudos. Já era! Bolsa é para quem pode.
ENSAIO DO CORAL
Comecei dando um puxão de orelhas no pessoal que entrou fazendo barulho e conversando durante os vocalises do Venilton. A partir do momento em que ele começa, nós estamos trabalhando, e a concentração não deve ser dispersada.
O respeito é essencial ao trabalho em conjunto.
Pensem no outro. É necessário sair de seu ponto de vista e entrar no ponto de vista de quem está comandando. Quem consegue fazer isso percebe que não é bom estar na posição de alguém que tenta falar e é atrapalhado por uma pessoa mal-educada falando ao mesmo tempo.
E quem acha que é muito melhor do que os outros, preste atenção: as coisas mudam, às vezes muito mais rápido do que esperamos. Quem tem talento e se esforça pode facilmente ultrapassar quem tem facilidade e preguiça. Lembram da fábula da tartaruga e o coelho? E da cigarra e a formiga?
Calculei as notas do último teste com o coral.
Formiga quando canta é uma beleza...
Cronologia - 13/03/2008
Engraçado como muita gente não tem idéia da cronologia dos compositores. Não sabem quem nasceu antes, ou a qual estilo pertencem. Em nome da ciência, vai aqui um resumidíssimo material, para vocês possam ao menos fingir com alguma competência.
MEDIEVAL até 1400
- Canto gregoriano, autores anônimos.
- Início da polifonia. O destaque é Guillaume de Machaut.
RENASCENÇA 1400/1600
- Música vocal, madrigais, villancicos.
- Na Inglaterra: Dowland e Morley.
- Na França: Josquin Desprez, Roland de Lassus.
- Na Itália: Palestrina.
BARROCO 1600/1750
- Primeiras orquestras.
- Primeiras óperas.
- Primeiros concertos Vivaldi.
- Oratórios Haendel.
- Cantatas, música para cravo e órgão Bach.
- Só no cravo: Scarlatti e Couperin.
CLÁSSICO 1750/1800
- Primeiras sinfonias e quartetos de cordas Haydn e Mozart.
- Óperas palatáveis Mozart.
ROMANTISMO 1800/1900
- Concertos abertos para o grande público.
- Grande sinfonia Beethoven, Brahms.
- Grande ópera italiana Rossini, Verdi, Puccini.
- Grande ópera pretensiosa alemã Wagner.
- Grandes ciclos de canções Schubert, Schumann.
- Pianismo radical Chopin.
MODERNISMO 1900 em diante
Inúmeras correntes estéticas, destacando-se:
- Os últimos românticos Villa-Lobos, Shostakovich, Mahler, Richard Strauss.
- Morte da Harmonia, com delicadeza Debussy.
- Morte da Harmonia, com violência o resto da turma que matou a harmonia.
- Choque e espanto A Sagração da Primavera (Stravinsky), o dodecafonismo (Schoenberg).
- Esquisitos (para o público) que valem a pena Bartók, Ligeti.
- Muito papo e pouco som Boulez, Cage, gente que não acaba mais...
Se não achou seu compositor preferido nessa listinha, vá estudar.
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TESTES PARA NOVOS COMPONENTES
Comecei a fazer os testes de seleção do coral e da orquestra. Estou sendo mais rigoroso desde o início. Testei quase vinte e passaram cinco para a segunda fase. Alguns reprovados talvez estivessem apenas nervosos, mas...
15/03/2008 Sobre o texto abaixo
Como complemento à pequena palestra que deu há alguns dias atrás sobre Refluxo Gastroesofágico, eu pedi que a Jaqueline me mandasse o texto para publicá-lo aqui.
É um problema comum, que aflige a diversas pessoas. Eu mesmo já passei por isso.
O texto segue abaixo.
Boa leitura.
O que é REFLUXO GASTROESOFÁGICO - DRGE?
Porque ocorre esse retorno?
Ocorre devido ao funcionamento incorreto do esfíncter que deveria se fechar para impedir que o suco gástrico e alimentos contidos no estômago retornem ao esôfago.
Quais são os sintomas?
Queimação ou azia, porque a "mucosa" ou parede do esôfago é mais sensível, e não suporta o contato prolongado com a acidez do estômago. Ela (azia) é o principal sintoma.
Sintomas Atípicos:
Dor no peito (tipo angina), que pode refletir para as costas, tosse, pneumonia de repetição, rouquidão, bronquite, asma, entre outros, que somente seu médico poderá distinguir.
Complicações :
Erosões (feridas superficiais), úlceras (feridas profundas) ou estenose (estreitamento na parte inferior do estômago), sangramento crônico, provocando anemia, podendo mesmo, em alguns casos crônicos facilitar o aparecimento de câncer no esôfago.
Poderá ocorrer "calo vocal".
Tratamento:
Poderá ser: *Medicamentoso (Contudo somente seu médico, ou terapeuta, poderá encaminhar o paciente adequadamente, após consulta e realização de endoscopia para melhor avaliação do caso Gastroenterologista, Otorrinolaringologista, Clínico, Fonoaudiólogo ou Psicólogo).
Mudança de hábitos:
Evite stress, o fumo e bebidas alcoólicas, bem como deitar após as refeições, comer muito em uma única refeição, ingerir frituras e alimentos gordurosos, condimentos fortes, excesso de cebola, alho e café, balas de gengibre, própolis, menta e hortelã, água ou sucos cítricos "gelados".
Dicas:
· Emagreça! Faça exercícios de relaxamento, coma de três em três horas pequenas porções; faça exercícios respiratórios, beba água várias vezes ao dia (temperatura ambiente), mesmo durante exercícios de aquecimento vocal.
· Não tenha receio de procurar auxílio médico.
· Existem profissionais que poderão avaliar seu estado e orientá-lo da melhor forma possível, mas é necessário que você tenha consciência dos sintomas para descrevê-los, favorecendo um pronto diagnóstico.
Jackeline Andrade
Psicóloga e Arte terapeuta
Capitão Nascimento - 12/03/2008
Cansei.
Cansei de gente embromando.
Cansei de gente mal-humorada.
Cansei de gente incapaz de apreciar o que estamos fazendo no coral e na orquestra.
Cansei de gente que fica olhando o relógio durante o ensaio.
Cansei de um monte de coisas que já deviam ter me cansado muito antes.
Eu sou paciente demais.
Esse desprezo pela humanidade, que me faz esperar sempre pelo pior, ao mesmo tempo em que me consola por quase nunca estar errado, faz com que muitos dos que trabalham comigo não se preocupem mesmo em dar o melhor. E, apesar da pobreza de espírito que assola o planeta (da qual Petrópolis não escapa), mesmo os mais pobres sempre têm algo para dar. Como diria o Mário Quintana, "se ninguém é tão bom quanto imagina, também não é tão mau quanto parece".
Agora o Capitão Nascimento vai cuidar da Orquestra UCP também. É ele quem vai selecionar a elite da tropa.
O que vem por aí?
Além do maior rigor no controle dos atrasos e faltas, que já estão em funcionamento, teremos:
- Testes mais freqüentes.
- Testes de surpresa.
- Mais coisas sendo cobradas nos testes: além do repertório, estudos técnicos. As possibilidades técnicas da orquestra têm que crescer.
- Bolsas de estudo com valores variáveis conforme o desempenho: bolsas maiores para quem toca melhor.
Mera questão de justiça.
quarta-feira, 12 de março de 2008
O dia abriu seu pára-sol bordado
O dia abriu seu pára-sol bordado
Para Erico Verissimo
O dia abriu seu pára-sol bordadoDe nuvens e de verde ramaria.
E estava até um fumo, que subia,
Mi-nu-ci-o-sa-men-te desenhado.
Depois surgiu, no céu azul arqueado,
A Lua - a Lua! - em pleno meio-dia.
Na rua, um menininho que seguia
Parou, ficou a olhá-la admirado...
Pus meus sapatos na janela alta,
Sobre o rebordo... Céu é que lhes falta
Pra suportarem a existência rude!
E eles sonham, imóveis, deslumbrados,
Que são dois velhos barcos, encalhados
Sobre a margem tranqüila de um açude...
[Mario Quintana; A Rua dos Cataventos]
BRINCADEIRA
Divertem-se os anjos
com as pedras dos bodoques dos meninos:
o ar
permanece em silêncio
à volta das asas
em seu balé suave.
Não há o que temer de quem não voa.
terça-feira, 11 de março de 2008
Aula Magna - 10/03/2008
LOGO CEDO
Transpus o arranjo de "O amor de Deus" uma quarta acima, para o coro soar mais forte na missa.
ENSAIO DA ORQUESTRA
A primeira coisa que fiz foi ensaiar o novo arranjo. É engraçado como a mudança de tonalidade afeta pouco o resultado da orquestra. Houve poucos erros de nota. Na segunda repetição já funcionou sem erros. O grande problema é APRENDER a música, fazer com que todos os grupos toquem juntos. Para isso é que serve o maestro. Hehe.
Sinfonia da cantata 4. Estamos conseguindo uma expressão legal, bem perto do jeito que imagino, com a dinâmica dentro da nota e as diversas respirações no meio das frases. O Versus I ainda precisa de bastante trabalho, apesar de alguns músicos estarem bem firmes. Vamos começar logo a trabalhar melhor a expressão e as articulações.
REUNIÃO COM O REITOR
Antes da Missa de Abertura do Ano Letivo eu tive uma reunião com o reitor e agora estamos liberados para iniciar o processo de seleção de novos componentes do coral e da orquestra. A Divisão de Assistência ao Estudante já está avisada. Vamos começar logo a divulgar.
MISSA DE ABERTURA DO ANO LETIVO
O único fato notável é que, apesar de ter subido o tom de "O Amor de Deus", o coro continuou fraquinho. Não entendi. A melodia ficou numa região confortável para sopranos e tenores, e até aguda para contraltos e baixos. Era para a melodia brilhar. Que houve?
EM CASA
Pensei que poderia tornar os cantos populares de igreja mais interessantes se fizesse uns arranjos mais bachianos, em contraponto, com ritmos mais animados... Hehe... Ia acabar descaracterizando o estilo delas. Quando Bach fez isso, o povo ficou confuso e teve dificuldade de acompanhar os cantos. Ele acabou ouvindo reclamações do conselho que administrava a igreja.
segunda-feira, 10 de março de 2008
Ih!... Começou a música!... - 08/03/2008
Passei a manhã programando o próximo concerto do Anima (o de 11 de maio). Preparar um repertório novo a cada mês é complicado, consome muito tempo. Fica mais fácil se tivermos um projeto a cumprir, tipo todas as cantatas de Bach ou todas as suítes do Schein. As cantatas estão só começando. As suítes estão terminando. Qual o próximo projeto?
ENSAIO DO ANIMA
Hoje eu tinha apenas duas peças na programação, a cantata 4 (Bach) e a suíte 13 (Schein). Fiz o ensaio relaxadamente, conversando muito... Clima bom. As coisas funcionam bem e rápido, como já disse. Dá para apreciar a companhia dos colegas.
O Felipe Lisboa participou do ensaio da cantata, de brincadeira. Ele participou na primeira vez em que a fizemos com a orquestra UCP. Gosto dele. Bom sujeito, bom músico, divertido e concentrado.
Ih!... começou a música!...
NO FIM
Na saída do ensaio, encontrei um grupo de cantores reunidos para estudar solfejo. Adorei. É assim que se faz.
Representações sociais - 07/03/2008
ENSAIO DA ORQ
Ficamos muito tempo no Haec dies, mas valeu a pena. Resolvemos alguns problemas de ritmo que estavam me incomodando, melhoramos o timbre das cordas, enfim, fizemos um bom ensaio. Sobrou relativamente pouco tempo para a cantata, mas foi bom perceber que o pessoal tem realmente estudado. As coisas estão andando melhor. Acontecem erros, mas os músicos se recuperam mais rápido. Vamos gastar mais tempo com a cantata no próximo ensaio.
Refluxo e relaxamento - 06/03/2008
ENSAIO DO CORO:
Passamos apenas o versus 7, colocando a letra. Foi razoável, embora o coro arrastasse um pouco o andamento. Para brasileiros, cantar em alemão tem desses problemas: até estar quase decorada, a letra atrapalha a música.
No final do ensaio, passei a palavra para a Jaqueline falar sobre refluxo gastroesofágico. Falou sobre algumas causas do refluxo e sobre coisas que tornam mais agudo o problema (bebida, fumo, estresse, excesso de comida, chicletes...), mas acabou passando um pouco da hora e eu tive que interromper, para continuarmos em outro dia.
Já no fim da palestra, alguns cantores, tomando a palavra para comentar e perguntar, acabaram se queixando, delicadamente, dos exercícios de respiração que estão fazendo no início do ensaio, reclamando que às vezes chegam correndo, esbaforidos, e exercícios de respiração (em staccatto, por exemplo) os cansam e estressam mais ainda.
Eu entendo a situação, mas tenho que lembrar que para aproveitar devidamente os exercícios, é preciso chegar na hora. Agora, menos delicadamente, preciso lembrá-los que usufruir de um bom relaxamento e da companhia dos amigos, conversando e brincando, é privilégio para quem chega cedo, e não um direito de quem chega em cima da hora. Hora de trabalhar é hora de trabalhar.
Gostei da participação. Senti nos comentários um desejo sincero de ajudar, especialmente em uma conversa que tive após a saída do coro.
quinta-feira, 6 de março de 2008
VIVER SEM MEDO, MORRER SEM MEDO
O post sobre a cantata me lembrou esses versos, que escrevi a muitos anos atrás. Já era fã, como vocês podem ver.
VIVER SEM MEDO, MORRER SEM MEDO
para J. S. Bach
A voz do Mestre
anuncia a ressurreição dos óleos
na ponta dos arabescos.
Seus dedos
anunciam a surpresa,
as notas escuras
sobre os fios de alta tensão.
O Mestre
não tem medo de que a força falte,
e balança alegremente sobre o abismo
num cipó suspenso em nada:
a mão de Deus
ampara os loucos
e as criancinhas.
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Gosto especialmente do segundo verso, sobre a confiança.
Bach finalizava suas partituras colocando uma pequena inscrição em latim: "Soli Deo Gloria", apenas para a Glória de Deus. Isso é viver sem medo.
Começando a cantata BWV 4 - 05/03/2008
Escrevi a parte das trompas para o Haec Dies. Agora os garotos não vão mais ficar à toa.
ENSAIO DA ORQUESTRA
Ensaiei o Haec Dies apertando o cerco. Como a peça já está quase fluindo, o nível de detalhe que estou cobrando já pode ser maior: nuances de equilíbrio, de timbre, de ritmo, de articulação. É muito melhor trabalhar assim, quando os músicos já estão com maior domínio da música. Fomos até o final, parando nos detalhes que davam errado. Gastamos mais de metade do ensaio nisso. Sobrou menos de meia hora para começar a cantata, mas começamos.
Fizemos uma primeira leitura da Sinfonia e dos Versus I e VII. Naturalmente, a grande dificuldade é no Versus I, o grande coral de abertura, com uma grande variedade de divisões rítmicas nas violas (em dois grupos!) e muitas alterações. Mas o pessoal conseguiu seguir comigo até o fim, apesar de alguns se perderem, de vez
ENSAIO DO CORAL
Demos uma "passada de manutenção" no Haec Dies, tiramos algumas duvidazinhas e fomos para a cantata.
É uma peça que está no meu coração. A primeira cantata de Bach que ouvi. Cheguei a adaptar toda a parte da orquestra para fazer com os flautistas do Anima, quando não tínhamos cordas. Eu fazia o contínuo no violão. Uma partitura muito bonita, aliás, que mais tarde o Rodrigo Dávila tocou num concerto com a orquestra!
Contei essas histórias para os cantores. Falei do meu movimento preferido, o Versus II, a trilha sonora perfeita para uma cena de devastação. "Da morte não pode escapar nenhum dos filhos dos homens". É a música mais triste que conheço. Sem drama, mas de uma desesperança que só Bach conseguiu representar, e isso muito antes de uma Hiroshima.
NOTA: O compositor polonês Krzysztof Penderecki escreveu em 1960 uma peça chamada "Trenodia para as vítimas de Hiroshima", para 52 instrumentos de cordas. É excelente, mas, comparada com o Versus II, é o que Shakespeare chamaria de "muito barulho por nada".
Falei da organicidade da cantata, toda construída em torno de variações do mesmo tema, tanto nas melodias mais evidentes quanto nas partes internas, e partimos para uma primeira leitura. Não ensinei uma notinha. Quem conhecia cantou e quem conseguiu solfejar solfejou. O resto fez o que pôde...
Lemos os Versus I, IV e VII. Amanhã pegamos para valer.
Curriculum vitae - 04/03/2008
Aprendi que currículo não é coisa que se faça apenas um, padrão, e se remeta o mesmo sempre que necessário. Currículo tem que ser personalizado, feito na medida certa para cada necessidade. Como estou pensando na possibilidade de entrar no Mestrado em Educação da UCP, atualizei meu currículo com essa idéia em mente, destacando as minhas qualificações acadêmicas e as coisas que fiz na área da educação musical e na direção artística dos grupos da UCP.
Fiquei feliz comigo mesmo, lembrando a quantidade e variedade de coisas que fiz: desde tocar contrabaixo numa big-band até conseguir uma pós-graduação em composição com o Ronaldo Miranda, passando por trilhas sonoras para teatro, arranjo e produção de CDs completos no meu estúdio (do gospel ao funk...), os inúmeros cursos de regência que participei, os cursos que dei, os programas de rádio que produzi e apresentei, os prêmios que recebi... Isso sem contar os trabalhos que faço e que vocês já conhecem, com o Coral, a Orquestra e o Anima.
Já me diverti muito nessa vida... Opa, isso não é uma despedida! É só o começo. Como vocês sabem, tenho muitos planos. Tudo que fiz relacionado à música aconteceu nos últimos vinte e poucos anos. Nos próximos vinte espero terminar de apresentar as cantatas de Bach, fazer um mestrado, um doutorado, ver os netinhos, comemorar o 50º aniversário do coral da UCP... Para comemorar o 50º aniversário do Anima eu tenho que durar mais 30 anos, e mais 40 para comemorar o da orquestra. Aí já fica mais difícil... Hehe.
Ah, e tenho que visitar Leipzig para ficar dando voltas em torno do túmulo de Bach, como os muçulmanos fazem com a Caaba, em Meca.
ENSAIO DO CORAL
Gastei metade do ensaio conversando com os cantores, mas acho que valeu a pena.
Comecei sugerindo que outras pessoas estudassem os solos do Benedictus do Schubert (pena que não tem solo de contralto). Eu sei que o Venilton, a Michele e o Geílson (os solistas de plantão) são capazes, mas eu quero saber quem mais é. Quem mais é capaz de fazê-lo.
Lembrei a eles que tudo que eles fazem eu avalio. Que o fato de Juliana e Zuleica terem se oferecido voluntariamente para fazerem o teste da última sexta, por exemplo, fez com que elas subissem no meu conceito. Quem vai fazer o mesmo?
Eles tem que saber que tudo conta. Nem todos podem ser solistas, mas todos podem contribuir para o coral ser um melhor lugar não apenas para cantar, mas para conviver. Eu sei que estou estimulando a competição entre eles, mas estou também avaliando quem é capaz de competir de maneira saudável. Quero ver quem é capaz de se arriscar ajudando os outros. É importante que eles vejam que quem ajuda o próximo cresce, não apenas no meu conceito, mas como pessoa e como músico também. Ensinar é aprender duas vezes.
Alguns levantaram o assunto do post "achando bonito ser feio". Achei ótimo, contei minha historinha. Temos que cuidar mais dos outros.
Depois disso tudo, passamos o Haec Dies, com carinho, até as 19h.
AULAS DE COMPOSIÇÃO
JOSÉ SÃO PAULO
Na primeira aula eu gosto de dar uma idéia geral do que faremos. Comecei falando das características de uma boa melodia. Falei do trabalho do compositor profissional, que usa a técnica para tirar proveito da inspiração. Falei sobre os recursos que a polifonia nos dá para ampliarmos os temas. Mostrei, como exemplo, o tema do meu Minueto da Suíte 1808.
Apresentei a ele o livro Melos, do Guerra-Peixe. Tirei umas dúvidas sobre os exercícios, sugeri que lesse mais um pouco em casa e fim.
Ele também adora Bach. Gostei desse cara....
PATRÍCIA
Chegou com duas melodias prontas, eólia e lócria, ambas boas. Criamos a segunda voz de ambas, com notas de tensão crescente. Combinando as duas vozes com o ostinato na "tônica" do modo, a peça eólia ficou excelente. A lócria nem tanto. A melodia com ostinato fica boa, a melodia com a 2ª voz também, o problema é quando entra o pedal, que anula um pouco da tensão.
Agora ela tem é que experimentar compor essas melodias modais sobre os textos que mandei.
Missa e Concerto - A primeira das 200 cantatas - 02/03/2008
Domingão. Havia uma nota na primeira página da Tribuna anunciando nosso concerto de hoje à noite, e uma materiazinha com direito a foto no segundo caderno. A mesma matéria, com outra foto, estava no Diário de Petrópolis. Conforme fiquei sabendo depois, ajudou a levar público para o concerto.
MISSA NA CATEDRAL
Ainda há cantores chegando atrasados em relação ao horário estabelecido para eles chegarem. Isso vai dar multa também. Temos uma antecedência mínima para cumprir, com tempo para aquecer, vestir os uniforme e entrar em posição sem estressar ninguém.
A música funcionou toda direitinho. Único porém é com relação aos tons dos cantos populares, que estão muito graves. As vozes não conseguem render assim.
Catedral cheia, aproveitei os avisos para convidar todos para o concerto da noite.
CONCERTO DO ANIMA
Cheguei na UCP às 16h. As pessoas foram chegando aos poucos. Levamos quase 40 minutos para arrumar as coisas. Sobrou pouco tempo para passar as músicas. Passamos o possível. Paramos de ensaiar já com público no Salão. Com o repertório ficando mais complicado, precisamos começar mais cedo.
Bom público, maior que o normal.
Suíte 16 de Schein. As últimas suítes do Banchetto Musicale são mais bonitas do que as primeiras. Tecnicamente não há muita diferença, mas o uso da imitação é mais evidente, mais claro, mais "renascentista" do que medieval. Gostei da nova formação que usamos, com cello e contínuo. O timbre do conjunto ficou bem legal. Com a Wally no cravo, o contínuo ficou mais rico, mais "tecladístico".
Suíte 1808. Falei bastante, explicando tudo: a abertura à francesa, dramática, com Portugal espremido entre o rochedo (a França) e o mar (a Inglaterra); a fuga, usando o tema do hino francês, ilustrando a fuga da família real; o minueto de D. João, imitativo, com os súditos repetindo o que o príncipe fazia; e o trio cheio da autoridade de D. Carlota. Acho que a relação entre a história da vinda da família real e as formas musicais que usei formam um conjunto realmente forte.
Bachianas nº5. Michele cantou bem. A obra é lindíssima, merecidamente um dos destaques da Obra do Villa-Lobos. O contraste entre a melodia riquíssima da primeira parte, com harmonia simples, e o "recitativo" da segunda parte, com a harmonia cheia de cromatismos é perfeito.
Telemann. Ele tem algumas sonatas realmente lindas. Os destaques da que tocamos (Trio 9, TWV 42:E4, para quem quiser pesquisar...) são os movimentos lentos, com algumas dissonâncias fantásticas entre os solistas. O movimento que menos gosto é o presto final, harmonicamente e contrapontisticamente mais pobre que os outros. A combinação da flauta transversal moderna com a flauta-doce tem alguns problemas no equilíbrio das potências, mas o João compensou isso mantendo o volume baixo. Imagino que um traverso barroco seja menos potente, permitindo que o flautista tocasse sem esse tipo de preocupação.
Cantata BWV 65. Ainda bem que preferi fazer o concerto no Salão Nobre, ao invés da Capela. O clima alegre dessa cantata para a Epifania não combina com o clima de recolhimento que se espera na Quaresma. Começamos bem, com os cantores entrando com firmeza nos dois coros iniciais. Os recitativos e árias seguintes, com o Fred e o Luperci, também funcionaram bem. Ninguém imaginaria o estado que as vozes deles estavam na véspera.
No geral, acho que fizemos um bom concerto, embora o nervosismo tenha prejudicado um pouco o resultado do conjunto em alguns momentos. Nada sério.
É importante que façamos esses concertos regulares. Essa regularidade é que não nos deixa "baixar a guarda". É ela que impede que fiquemos acomodados. Morto um leão, o outro já está chegando.
A próxima luta vai ser mais bonita ainda.
Véspera de concerto - 01/03/2008
Conforme havia combinado com o pessoal do Anima, cheguei cedo na UCP para arrumar tudo para o ensaio.
ENSAIO DO ANIMA
Ensaio com limitação de tempo.
Lila tinha que sair às 16:00h, pois tinha apresentação no Palácio de Cristal. Como ela faz o contínuo, tive que correr. E corri mesmo.
Passamos rapidamente as partes de coro da cantata 65. Depois de umas três vezes, conseguimos uma interpretação decente do coro inicial. O contralto precisa se misturar melhor.
Os outros dois coros da cantata foram de primeira. Tchau e bênção para os cantores.
Mudei de obra: Schein, suíte 16, também sem muita repetição. Consertamos uns errinhos e pronto. É engraçado como a notação da música antiga (muitas vezes usando a mínima como unidade de compasso) pode atrapalhar quem não está acostumado.
Ária das Bachianas nº5: eu logo senti falta do ritmo. O arranjo que o próprio Villa-Lobos fez para canto e piano só tem um baixo muito simplificado e a melodia. Não consigo entender porque ele fez assim. Talvez porque eu não seja assim... um Villa-Lobos, né? Por minha conta, resolvi tocar junto o arranjo que o Villa fez para o violão, que, embora simples, é muito mais rítmico. Ensaiaremos amanhã, antes do concerto.
Sonata de Teleman. Os 3 primeiros movimentos funcionaram sem problemas, a não ser de equilíbrio: a flauta transversa tem mais potência do que a doce, e o João vai ter que tocar muito baixinho para equilibrar com o Fred. O último movimento é um pouco complicado. Não podemos começar num andamento rápido, senão a coisa desanda. Repassamos algumas vezes. Funcionou, mas a tensão continua...
Passamos as árias da Cantata.
De cara, um susto: Luperci estava com a voz detonada! Não conseguia passar do mi! Ficou oitavando os trechos mais agudos. Sabe bem a música. Nesse sentido não houve problemas.
Outro susto: Fredão também estava detonado! O recitativo é mais complicado que o do tenor. Tivemos que repetir algumas vezes até tudo ficar combinado. A ária, na verdade, foi muito mais fácil de ensaiar. Já havíamos apresentado antes, e todo mundo já sabia bem as partes.
Infelizmente já era hora da Lila ir embora. Foi. Desci com Miguel, Jaque e Rodolfo para passarmos a Suíte 1808 em uma sala de aula. João, Fredinho e Wally ficaram repassando a Sonata. No fim, todos estavam mais seguros.
REFLEXÕES SOLTAS...
Dirigir o Anima, mais do que gerir os talentos, é administrar o tempo.
Tenho que achar as pessoas certas para cada coisa, aproveitando suas capacidades, o (sempre pouco) tempo disponível, e manter a calma e a confiança de que tudo vai dar certo no final. Costuma funcionar.
Se não for musicalmente perfeito, tem que ser, ao menos, divertido.
Coisa de doido.
Testa um, testa geral, também vai testar você - 29/02/2008
ENSAIO DA ORQUESTRA
Hoje continuei com o Haec Dies, consertando os trechos problemáticos. As coisas estão avançando bem. Logo vamos começar a preparar a cantata BWV4 para o concerto de Páscoa.
TESTE COM O CORAL
Ao invés de ensaiar, hoje fiz teste um surpresa com os cantores, todos cantando
Destaques no quesito crescimento: Valéria, Letícia, Gabriel e Pedro Ivo. Zuleica e Juliana se destacaram não apenas por terem tido um bom resultado no teste, mas por terem se oferecido como voluntárias para fazê-lo com apenas uma semana de ensaios.
SOBRE O TESTE
De maneira geral, senti o esforço do coro para se aperfeiçoar. Com exceção dos que já cantam bem e dos que pensam que cantam bem, todos melhoraram. Sinto que estou no caminho certo.
É bom que todos saibam que tudo que fazem entra na minha contabilidade. No devido tempo tudo será cobrado.
No próximo teste: ritmo e solfejo também. Vou distribuir um modelo de prova para o pessoal saber o nível dos exercícios.
Não se esqueçam que esse ano é bissexto, mas os testes não...
ENSAIO DO ANIMA
Logo depois do ensaio do coral o pessoal do Anima chegou para passarmos a Suíte 1808. Tudo funcionou bem e rápido. O Minueto soou ótimo, todos gostaram muito, eu também.
Minueto - 28/02/2008
Fiz algumas tarefas para a divulgação do concerto do Anima: mandei material para o site movimento.com e para a assessoria de imprensa da UCP.
Me ajudem! Precisamos de fotos novas do coral, orquestra e do anima. As fotos "oficiais" que tenho já estão meio velhas. Preciso de idéias de onde e como fazer umas fotos diferentes.
Passei o resto da manhã e da tarde trabalhando no Minueto de D. João, parte da Suíte 1808. Antes de ir para o ensaio do coro todas as notas já estavam no lugar. Depois do ensaio só ajustei algumas notas e coloquei articulações e dinâmicas. Modéstia à parte, ficou muito bom.
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ENSAIO DO CORO
Passei o Credo de Schubert. Os cantores não sabiam, mas foi o último treino para o teste de 6a feira. No geral, funcionou bem. Terminei de passar as notas do Haec Dies. Conseguimos passar do início ao fim, com poucos erros. Agora falta aperfeiçoar a interpretação.